Morre no Rio, aos 98 anos, cineasta Luiz Carlos Barreto

*Morre no Rio, aos 98 anos, cineasta Luiz Carlos Barreto*

Morreu nesta madrugada, no Rio de Janeiro, o cineasta Luiz Carlos Barreto.
Natural de Sobral, Ceará, Barretão, como era carinhosamente chamado, construiu uma trajetória de mais de 60 anos dedicados ao audiovisual, onde atuou como fotógrafo, diretor e produtor.

Barreto começou no cinema em 1961, como co-roteirista e co-produtor do filme Assalto ao Trem Pagador, dirigido por Roberto Faria. A partir daí começou uma série de grandes produções cinematográficas, fazendo com que se tornasse um dos homens-chave do Cinema Novo.

Como diretor de fotografia foi autor das concepções de Vidas Secas (1963) e Terra em Transe (1967), obras que revolucionaram o estilo fotográfico dos filmes brasileiros.

Junto com sua esposa, Lucy Barreto, fundou a produtora L.C. Barreto, associada BRAVI , responsável pela produção de mais setenta filmes brasileiros de curta e longa-metragens, entre eles os sucessos como Garrincha, Alegria do Povo (1962), Dona Flor e seus Dois Maridos (1976), que durante décadas foi uma das maiores bilheterias do cinema nacional, Bye Bye Brasil (1980), O Quatrilho (1995) e O Que É Isso, Companheiro? (1997) – indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional.

Na comemoração dos 30 anos de existência da sua produtora, a L.C Barreto Ltda., várias homenagens foram prestadas na América Latina, Europa, Estados Unidos e Ásia. Na cidade de Xangai, foi realizada uma retrospectiva dos filmes da L.C. Barreto, que também foram mostrados anteriormente em San Francisco na Califórnia, Huelva na Espanha, Sorrento na Itália e Montevidéu no Uruguai.

A BRAVI – Brasil Audiovisual Independente lamenta a perda de Luiz Carlos Barreto, um dos grandes nomes do cinema nacional e um batalhador incansável em prol do audiovisual brasileiro.

Foto tirada em 11/06/2010 pelo Garapa

Categorias: Política Audiovisual.